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Postagens

Não poderia deixar passar

Bem, o título da postagem junto com a época do ano já deve ter deixado claro o objetivo do post, mas caso isto não tenha acontecido quero dizer que eu não poderia deixar passar em branco este final de ano (confesso que o fato de o sono ter se recusado a vir me fazer companhia nesta madrugada tem um pouco a ver com isso). Não sei como este ano foi para vocês, queridos leitores, leitoras, mãe (está bem, neste caso tenho uma ideia), visitantes e companheiros de insônia, mas desejo que o próximo ano seja melhor do que este que está indo embora. Eu sei, eu sei... Sempre dizemos "feliz ano novo" e nem sempre essa história dá certo, mas o que tem? Isso é a esperança e o desejo de que tudo possa melhorar ou não piorar. Ninguém quer passar por situações ruins, mas acontece e, sinceramente, acho que nunca vou poder responder se 2013 foi um bom ano para mim, mas posso dizer que vocês participaram dele comigo e que os comentários de vocês me incentivaram a escrever mais (m...

Mais uma vez

         Mais uma vez, em meio a insônia, Joana decidiu levantar-se da cama e beber um copo d'água. Mais uma vez, em uma daquelas noites quentes, isto não foi suficiente. Joana caminhou até a área de serviço e como em tantas outras vezes abriu a janela, colocou a cabeça para fora, fechou os olhos, deixou-se encantar pelo som da cigarra e pela brisa da madrugada. Abriu os olhos. Mais uma vez, como em todos os anos, ela podia enxergar as luzes de natal na casa de pessoas que ela nem conhecia. Sorriu. Muitas coisas haviam mudado, mas algumas permaneciam como antes. Joana se deixou levar mais uma vez pelo som da cigarra e pela brisa, relaxou. Mais uma vez, como em tantas outras noites, fechou a janela, apagou as luzes do corredor, deitou-se, mexeu-se de um lado para o outro, relembrou os últimos tempos, tentou imaginar seu futuro, pensou em parar de pensar na vida e em como isso era difícil e em como todos já sabiam disso, de repente conseguiu não pensar em n...

Vou lhe dizer

    Vou lhe dizer uma coisa, meu bem, o tempo corre. E corre que a gente nem vê. A gente não percebe porque está muito atarefado ou agoniado, mas o tempo não espera. E todos sabem, mas  nem sempre a gente se dá conta. E bem, não vou te dizer que você deve fazer várias coisas, porque não fazer também faz parte da vida, o que quero dizer, é, quando se der conta de que o tempo passa tão rápido, sinta. Ouça o que as pessoas têm a dizer, repare nas sombras, nas árvores balançando e no que mais te chamar atenção. Pare e repare, não passe batido, sinta. Isabela C. Santos

As perguntas mais importantes

- ... E foi assim, acabou! Estou triste.. - Mas... Posso te fazer uma pergunta importante? - Pode, claro que pode... - Você se entupiu de sorvete depois? - Não, minha vó me deu chá e remédio pra dor de cabeça... - Ah... Os filmes me enganaram! - Não se preocupe, te informo do que acontecer depois pra você atualizar as informações! Agora espero sair logo desse trânsito lento... - Pois é... E o cabelo? Vai cortar? - Deixar crescer. - Isto não está certo! Você deveria se entupir de sorvete e depois mudar o visual... - Não tenho mais cortes de cabelo em mente, por isso vou deixar crescer um pouco, até que pense em outro corte que não seja o mesmo de sempre... - Filmes tristes! Está assistindo filmes tristes? - Não, continuo assistindo comédia romântica... - Hum... - Mas olha, ando ouvindo umas músicas estranhas, já pode corresponder a algo dessa tua lista! Isabela C. Santos

Bom dia

    Vou lhe fazer uma sugestão, sei que você vai acabar aceitando. Como se não estivesse esperando nada, apenas desejando um bom dia, levante-se da cama. Tome um bom café da manhã, com toda a calma, não se preocupe com as horas. Deixe-se distrair com o sol na parede, a brisa que passa pela porta aberta, o canto daquele passarinho que você não sabe o nome. Tome um bom banho, arrume-se pra você, coloque aquela roupa confortável, mas que ao mesmo tempo seja apresentável. Leia aquele livro que você há tanto tempo queria ler, ouça sua lista de músicas prediletas, passeie pela casa por passear, sem procurar tarefas. Bem, por falar em tarefas, faça o que precisar fazer, se for um trabalho da faculdade, faça! Se for lavar a louça, faça! Se for dar banho no cachorro, também (mas então sugiro que tome outro banho ou altere a ordem do dia). Dê uma folga aos problemas fora do teu alcance, aproveite as pequenas coisas, tenha prazer até nos pequenos detalhes de um bom dia. Faça o que você ...

Seja leve, meu bem

     Olá, minha querida... Como você está tranquila! Conte-me, o que anda fazendo? Anda meio ausente. Tem cuidado das plantinhas do quintal como disse que ia fazer? Releu aquele livro que você leu nas férias e gostou tanto? Aliás, é impressionante como você tem relido livros, você que gosta de novas histórias. Ah, lembrei que você me disse que ia fazer outro cachecol e organizar o guarda-roupa. Fez isso? As roupas que você não usa mais e disse que ia doar, separou? E os sapatos? Aliás, saiu para comprar aquela saia que você tanto queria? Mudou um pouco seu estilo? Bem... Tenho algo a lhe dizer, querida, algo sério, não continue a fazer o que você estava fazendo, não fique parada vendo a vida passar diante dos teus olhos. Guarde as lembranças bem guardadinhas, com muito cuidado e faça tudo isso que você tanto queria fazer. Uma sugestão? Comece pelo guarda-roupa, está precisando e você precisa abrir espaço para as tais roupas desse novo estilo quase tão igual quanto o esti...

Em um dia bom, em um dia ruim

Poucas pessoas sabem a importância de uma batata recheada, por isso vou lhe contar uma história, está bem?  Não, não era um belo dia. Não, Beatriz não conseguiu lugar no ônibus para ir lendo um dos seus livros prediletos no caminho para a faculdade. Não, seu cabelo não quis cooperar e, bem, estava chovendo. Preciso dizer que Beatriz não tinha um guarda-chuva? Sim, sua avó sempre lhe dizia para levar o guarda-chuva para a faculdade, mas a questão era: que guarda-chuva? Durante três anos seguidos Beatriz ganhou um guarda-chuva de sua avó no natal, o que parece que não fazia muita diferença agora. Onde estávamos? ... Bem, lembrei! Beatriz chegou na faculdade, lembrou-se do trabalho que seria entregue pelo professor naquele dia. Gelou. Não que isso fosse a coisa mais importante de sua vida, mas ainda assim, era importante (ainda mais a partir do momento que Beatriz disse que iria estudar mais; doce sonho). Não, a nota não foi boa. Não, os comentários escritos no seu trabal...