Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo É pra rir ou pra chorar?

"Chá"?

- Chá, chá! - dizia ele. - O que é "chá", meu amor? Mostra para a mamãe! - ela deu sua mão a ele, para que a guiasse como tantas outras vezes, mas chegando à cozinha e olhando ao redor, falhou. - Chá, chá! - continuava dizendo o pequeno, agora ao seu pai que, intrigado, observava o menino arrastar a cadeira para a cozinha. - "Chá"? - perguntou o pai, mais uma vez, enquanto o menino subia na cadeira para alcançar a bancada. - Chá! Chá! - exclamava o menino, enquanto retirava algumas bolachas de um pacote e colocava-as em um pequeno pote. Nem sempre as pessoas entendem tudo o que queremos dizer, embora muitas vezes as coisas nos pareçam tão claras. Isabela C. Santos

Um texto quase confuso sobre coisas e mudanças

Talvez você se lembre de um velho amigo cuja amizade já não é a mesma, embora o carinho continue. Sabe, sobre isso que estou pensando: o quanto  as pessoas mudam  (e nisto estamos inclusos).  Geralmente observo as pessoas ao meu redor, mas acontece que sou pessoa também. Às vezes vemos tantas coisas da vida nos outros que esquecemos de nos incluir naquilo que aprendemos, de pensarmos em nós como seres humanos. Nós, seres humanos capazes não só de observar aquilo que os outros seres humanos fazem, mas também de fazer as mesmas coisas, coisas como mudar.  Iniciei dizendo que as coisas mudam, mas agora me coloco como um ser que muda constantemente, afinal, sou pessoa também.  Desejamos que as coisas mudem para a melhor e ao mesmo tempo que outras permaneçam da mesma forma, talvez queiramos congelar o tempo, mas não há para onde fugir: as mudanças estão aí. E agora quero lembrar-lhe daquele amigo. Seu amigo de infância, de adolescência ou de qualquer outra ...

O começo pelo fim

Este ano começou assim Um pouco longe do início e mais perto do fim! Era para estar de férias, Mas ela correu de mim! Uma semana de aula e já dizia Minha gente, que estado, olha pra mim! Trabalhos por fazer e outros no lazer Como me concentrar assim?! Não sei se é começo ou se é fim Se me oferecerem uma rede Ahhh, de pronto digo sim! Taí gente, uma poesia engraçadinha/desesperada que explica um pouco o porquê de até agora eu não ter aparecido aqui no QSI. Resumindo: fim de semestre sempre estressa e cansa, mas passa! E bem, nunca havia postado poesia aqui por motivo de: não sei escrever poesia. Quando as professoras pediam para a turma escrever alguma poesia eu sempre entrava em desespero porque achava que tinha que bater inspiração e essa danada sempre fugia para as colinas quando eu mais precisava! Haha Felicidades para nós, porque felicidades podem ser desejadas o tempo todo, não é mesmo? Beijos,  Isa.

Era uma vez um Pantufa

    Querido e amado Pantufa ,     Esta é a última carta que escrevo para você , Atufa. Sabe Pan, você é mesmo muito chato, tenho que lhe dizer, ranzinza que só quem te conhece pode ter noção, mas eu gosto de você. Gosto de você mesmo que: 1. Você me desse banho quando eu dava banho em você. 2. Você tentasse roubar minha cama. 3. Já disse em outra carta que você tentava roubar minha mãe, não disse? 4. Você tenha roubado algumas mangas e maçãs durante a vida. 5. Você tenha nos tapeado fazendo parecer que estava melhor do que estava realmente.     Precisava desta última carta porque tivemos história, 15 anos de história, e eu digo tchau à você, Pacufa. Você que fez parte da minha vida e também parte do meu blog. O que posso dizer? Era uma vez um Pantufa, que se foi. Com amor, Isa

A vida é assim mesmo, a gente se confunde

Mariana tinha consulta às 8hrs no dentista em um local que demoraria duas horas para chegar (considerando o trânsito, a boa vontade dos passarinhos, a direção do vento e os passos das formigas). Como de costume, Mariana havia anotado a data na agenda, criado um lembrete no celular, avisado a avó, a mãe, o pai (que faria aniversário no mesmo dia), o gato, o cachorro e a plantinha do quintal. Acontece que ter que acordar às 5hrs era um evento e conseguir seria um milagre. Pensando no que poderia fazer quando chegasse em casa, Mariana partiu às 6hrs para o consultório do dentista. Viu o ponto lotado, encantou-se com a neblina, esperou na fila errada no terminal de ônibus,  foi para o final da fila certa (ficava no limite com outra dimensão) esperou, esperou... Entrou no ônibus e ouvindo música começou a sorrir, feliz por tudo estar dando tão certo em sua vida, por mais que algumas coisas estivessem dando errado.  Mariana chegou 20mins antes da consulta. Sentiu-se orgulho...

Pare!

     Vamos, vamos lá. Vamos pensar um pouco sobre esse tempo todo que gastamos de um lugar ao outro. Some a hora que você gasta para ir à faculdade e as duas horas necessárias para voltar para o conforto do seu lar. Sim, três horas no ponto de ônibus, no ônibus, no terminal e no ônibus outra vez. Três horas para observar as pessoas, ler textos, ouvir música, conversar com estranhos (ah, isso é muito curioso!), olhar pela janela, pensar no que vai fazer no final de semana, pensar no que vai fazer na próxima semana, pensar no que vai fazer no próximo mês, planejar suas horas de estudos independentes.      Não sei qual dessas coisas  que eu gosto de fazer mais, talvez observar as pessoas. Já reparou naquelas pessoas que sempre estão no mesmo ônibus que você? Na diferença de disposição e humor do horário em que você está indo para o horário que você está voltando? Sempre que volto vejo alguém mal-humorado, tenho certeza de que as filas imensas no termi...

Um ônibus me ensinou

    Ir dormir um pouco mais tarde e acordar minutos após o programado pode bagunçar um dia. Isso não é algo raro em minha vida e confesso, tento mudar, mas é difícil. Sei que é um hábito ruim. A questão é que não ser pontual me fez perder um ônibus. Claro, não era o último ônibus da minha vida, mas o próximo demoraria 40min para chegar ao ponto em que eu estava.     As vezes a pressa é mais do que a inimiga da perfeição, isto ocorre quando ela resolve ser amiga do atraso. Mudar de ponto as vezes não é a melhor escolha, ainda mais quando o ônibus que você precisa não passa para o ponto que você está indo. É assim que as oportunidades se vão, quando você não tem paciência para esperá-las ou não está pronta no momento em que elas passam por você.     Em algumas situações o desespero nos leva à medidas desesperadas, como descer em um ponto imaginando ser outro e quase se perder.     Após perder dois ônibus (o segundo não parou ao ver o me...

Um ano e meio

    Em um ano e meio descobri que poderia fazer coisas que em minha própria imaginação pareciam impossíveis, assim como aconteceu comigo vi pessoas evoluírem.     Talvez há quem pense que muitas coisas não foram percebidas por outras pessoas, mas acreditem, muitas coisas me marcaram e/ou me fizeram rir.     Quem sabe um dia, quando estiver bem velhinha, vou dizer para os meus netos que vi uma sala praticamente só com meninas por alguns minutos, simplesmente porque a maioria dos meninos estavam sendo advertidos por brincar de aviãozinho de papel em plena aula de psicologia. Pode ser que eu conte como foi engraçado quando uma das meninas mais tímidas do curso resolveu nos contar, em um seminário, algumas observações do comercial da Coca-Cola. Como se não bastasse, vou lhes contar a criatividade de uma das garotas ao argumentar em uma dinâmica que não poderia sair do banco porque estava com uma criança de colo, era idosa, e tinha sofrido um trágico ac...

Lembranças de uma criança

    Basta um passeio para relembrar os pequenos detalhes que marcaram minha infância. São detalhes bobos, que muitas vezes passam despercebidos e difíceis de serem considerados marcantes.     O mercado que já mudou de nome me lembra da boneca que meus pais não deram, a casa com enfeites da Branca de Neve e os Sete Anões não passa despercebida todas as vezes que passo por ela (marcou meus seis anos de vida), o McDonald's não me permite esquecer as casquinhas mistas e as batatinhas no Shopping Pirituba, assim como este shopping, mesmo reformado, me trás lembranças do parquinho e dos peixes que ali já não existem mais.    As crianças não me permitem esquecer o "tempo de EMEI", quando esqueci o nome da professora e a chamei de tia, tio, mãe, pai, vó e vô para ver se acertava, mas quando via que a cada palavra que dizia a expressão do rosto dela tornava-se mais estranha, percebia que não iria chegar a lugar algum, então desisti e ela me deixou ir ao ...

Oh! Meu cachorro Pantufa, por aqui outra vez?

   Querido e amado Pantufa , sei que já lhe escrevi uma carta e também sei que a mesma iniciava-se da mesma forma, mas o que fazer nos momentos em que a criatividade decide esconder-se? Você deve saber, descobriu como esconder sua comida! Embora você não tenha lembrado que cobrir o pote de ração com o tapete não faz desaparecer o volume.    Embora possa parecer que minha intenção é que você me ajude de alguma forma, eu quero lhe ajudar. Preciso lhe avisar: envenenaram a Kiara. Ora, você deve ter imaginado que os cinco filhotes miam tanto por alguma razão. Siga as recomendações a seguir: Não confie em estranhos; Não aceite comida que não seja oferecida por mim, pela MINHA mãe, MEU pai ou MEUS irmãos (você deixa transparecer que acredita que a mãe é SUA, o pai é SEU e os meus irmãos são SEUS); Se algum alimento surgir no quintal não o coma, já te expliquei que não chove comida;     Lembre-se querido '' au-au '', sou cinco anos mais velha que você...

Irmãos

      Nossos irmãos são aquelas pessoas que sempre estarão ao nosso lado, seja para sorrir, apoiar ou até mesmo te ajudar a levantar quando necessário.      São nossos irmãos que defenderão nossa honra quando não estivermos presentes, que deixarão a porta do quarto sempre aberta para nós os procurarmos durante a madrugada, quando os dois deveriam estar dormindo. Tudo isso para ouvir seus desabafos, te confortar e aconselhar, te mostrando o quanto você é especial e te ajudando a enxergar no que está errando.      Estes mesmos irmãos estarão ao nosso lado nos momentos de descoberta. No dia em que você ensaboar o piso e descobrir o quanto é divertido escorregar, ou o quanto é gostosa a massa feita com leite em pó e um pouco d'água, eles estarão presentes.      Eles estarão junto a você momentos antes de dormir e mostrarão os desenhos que podem ser formados com as estrelas coladas no teto do quarto que bri...

No meu tempo...

   Houve um tempo em que as crianças choravam para ganhar um daqueles pintinhos de feira coloridos, mesmo sabendo que provavelmente eles não iriam durar mais que uma semana, na realidade, se durassem uma semana seria sorte.    Nesse tempo, a novidade tecnológica era o bichinho virtual, que eu confesso, não conseguia cuidar. Sempre morria. Morria porque eu estava muito ocupada em brincar de boneca, inventar algo para fazer com meu irmão ou simplesmente furtar a cenoura cortada dentro de um prato na mesa da cozinha.     Ainda neste tempo, Bananas de Pijamas era engraçado, Ursinhos Carinhosos era fofo e Chaves no fim da tarde indicava que era hora de ir tomar banho.    Brincar na areia da pracinha era a diversão do fim de semana que ficava ainda melhor com potes e uma garrafa d'água. No fim da brincadeira, era obrigatório olhar bem para o lugar onde ficaram os frutos deste trabalho árduo: os bolinhos de areia! Talvez, no outr...

Lembro quando eu era criança e...

Basta reunir um grupo de amigas em uma tarde agradável para que surja assuntos  como a infância, e consequentemente, as artes que fizemos quando estávamos nesta época da vida. As artes são tantas, que além de estranhas chegam a ser perigosas, em uma simples conversa podemos ouvir confissões como: "Adorava comer a pólvora queimada do fósforo! Era tão bom! Depois minha mãe comprou um fogão elétrico e acabou com minha graça! Mas, de vez em quando acaba a luz lá em casa e tenho que acender a vela com fósforo, ai relembro os velhos tempos!"  "Sabe o que eu gostava de comer? Ponta de lápis de cor! Era bem melhor que do lápis de escrever... aliás, nunca vi graça em canetinha! Manchava toda a boca!"  "Sal de banho com cheirinho de Mamãe e Bebê é o melhor para se provar!" "Tenho de lembrar que misturar: shampoo, condicionador, sabonete líquido e óleo para corpo não é legal! Mesmo que depois você só coloque uma gota da mistura na líng...

Parabéns "Puguissipaíssium"!

Hoje, dia do aniversário do meu pai, não poderia permitir que esta data passasse em branco, e filha-estudante que sou, sem tempo nem dinheiro, acabei por não comprar algum presente para ele, mas por escrever este texto, que espero, seja melhor que qualquer objeto que eu poderia dar. Meu pai é aquele que quando eu era criança, cortava a laranja, jogava um pouco de sal e a entregava para mim no pratinho cor de rosa enquanto eu assistia Chaves depois de ter voltado da escolinha. Meu pai é aquele que demorou três horas para explicar o processo de tratamento da água, e que mesmo vendo que eu dormia no fim da explicação não se irritou. Meu pai é aquele que anda meio metro com o carro para me deixar o mais próximo possível da porta da escola e poupar esforço físico. Eu digo que não precisa, mas acho muito fofo, pai! Meu pai é aquele que me lembrava de comer quando estudava de manhã e chegava em casa e corria para o computador. Meu pai é aquele que diz que eu preciso dormir. Meu pái ...

São épocas, querida!

Durante essa longa jornada que se chama vida, vivemos várias épocas; épocas que podem ou não ficar marcadas para sempre em nossas memórias. Em minha infância tive a época de chegar em casa depois da "escolinha", chupar laranja com sal, assistir Chaves e dormir.  Também houve a época do Bananas de Pijamas , Ursinhos Carinhosos e até das novelas mexicanas infantis, que me faziam pular e cantar durante a abertura.  "Quem não se lembra de O Diário de Daniela , Carinha de Anjo , Amy a Menina da Mochila Azul , Cúmplices de um Resgate , Amigos para Sempre , Poucas, Poucas Pulgas ou Alegrifes e Rabujos ?" Logo passei a "assistir o Datena" e chegar a ficar com dó dos bandidos, ficar "super antenada" assistindo TV Fama e o programa da Sônia Abrão no SBT (nessa época eu já era "grandinha" e assistia as novelas mexicanas com participação da Thalía). "Quem nunca se flagrou assistindo a um programa de vendas ou vendo o "pr...

Dia de chuva

    Quando eu era pequena, não entendia o porque das crianças ficarem tão tristes em dia de chuva nos filmes, elas ficavam dentro de casa, olhando a chuva cair através da janela e observando os pingos que molhavam o vidro, enquanto mantinham no rosto aquela expressão triste de quem queria algo e não pode ter. Nunca entendi o porque de tamanha tristeza porque eu sempre gostei de dia de chuva, ver os pingos cair através da janela para mim era quase uma terapia, mas nestes últimos tempos passei a fazer aquela mesma expressão das crianças nos filmes, antes mesmo de a chuva cair, e isso porque agora quando a chuva cai eu estou lá fora. Diante das experiências que venho tendo cheguei a conslusão de que: Agasalhos bonitos não são feitos para dia de chuva . Afinal, ele vai molhar, você vai ter que lavar e no dia seguinte quando você for sair de casa ele vai estar secando. Guarda-chuvas não são eficazes e apresentam uma série de riscos aos rostos alheios.  Quem nunca chego...

Coisas que deveriam conter avisos de segurança

Armários: seja ele de escola ou de cozinha, pra guardar DVDs ou roupas, este deveria ter sem dúvida um aviso de risco de morte, afinal, você nunca sabe quando uma panela irá se revoltar e resolver dar um golpe certeiro, sem dó nem piedade, na próxima pessoa que aparecer querendo a levar para o fogo. Solução: um capacete gigante e ultra-resistente, já que por mais que arrumemos nossos armários estes podem nos surpreender. Bebedouros: vai por mim, você nunca sabe quando vai apenas beber água, tomar um banho ou morrer afogada. Solução: Utilize apenas bebedouros com o SSBCBI (Selo de Segurança dos Bebedouros Com Boa Intenção), assim que este existir. Fichários: quem nunca levou um beliscão da revoltada argola deste tão usado material e ficou sacudindo as mãos insanamente enquanto pensava se pulava ou continuava sentada? Solução: usar fichários apenas depois que inventarem luvas de concreto. Refrigerantes: a sequência é esta: sacudiu, abriu, explodiu! Simples a...