O pequeno já dormiu. Apago as luzes, puxo as cortinas e percebo que está chovendo. Ah... Esse doce som. Como se não bastasse ouvi-la, afasto a cortina e abro a janela para poder sentir o cheiro: aquele cheiro úmido de chuva no asfalto, na terra... Vejo as gotas que caem perto das luzes na rua e aquelas que caem ao chão. Fecho a janela e puxo a cortina outra vez. Hoje o sono será embalado ao som da chuva: é como ganhar um presente.
Meu querido e muito amado cachorro de estimação, Por saber que você é um raríssimo cão que sente imenso prazer pela leitura , decidi desabafar meus sentimentos em relação a um certo costume seu atráves desta carta. O fato é que me entristeço ao vê-lo rosnar em frente ao pote de ração quando percebe que estou perto do mesmo. Me entristeço ao ver que você, meu lindo "au-au", pense que quero roubar teu alimento. Ora, acredite! Eu não quero e nunca vou querer tua ração! Veja bem, sei que existem pessoas que "gostam" de ração canina mas você deveria saber que não sou uma delas. Você me conhece a tanto tempo, desde que eu tinha cinco anos, já fazem dez anos que somos "irmãos"! Embora ambos gostemos de algumas mesmas coisas, como a minha cama e minha mãe, nosso gosto culinário é um tanto diferente: gosto de beber o suco da laranja e você adora ser presenteado com o bagaço; adoro o me...
Comentários