De onde veio está ideia tão presente de que temos que fazer algo útil a todo o tempo? De que toda brincadeira tem que ser educativa (acredite, não é porque um adulto não preparou a brincadeira que a faz deixar de ser importante), que o bom mesmo é estar aprendendo a todo o tempo? Onde foi parar o tempo de simplesmente fazermos nada? Aquele tempo em que observamos as coisas bobas como a sombra na parede ou o modo como as coisas estão organizadas (ou não)? Precisamos de tempo para nós mesmos, para fazer aquelas pequenas coisas que não terão utilidade para as outras pessoas e não mudará a vida de ninguém; talvez as nossas. Que mal faz relaxar, esquecer tudo o que nos cansa e nos estressa normalmente? Que mal pode nos fazer tentar viver levemente? Sim, não tenha dúvidas, estou defendendo que façamos nada de vez em quando. Fazer nada sozinhos ou com alguém. Observar a estante por observar não é nenhuma loucura.
Meu querido e muito amado cachorro de estimação, Por saber que você é um raríssimo cão que sente imenso prazer pela leitura , decidi desabafar meus sentimentos em relação a um certo costume seu atráves desta carta. O fato é que me entristeço ao vê-lo rosnar em frente ao pote de ração quando percebe que estou perto do mesmo. Me entristeço ao ver que você, meu lindo "au-au", pense que quero roubar teu alimento. Ora, acredite! Eu não quero e nunca vou querer tua ração! Veja bem, sei que existem pessoas que "gostam" de ração canina mas você deveria saber que não sou uma delas. Você me conhece a tanto tempo, desde que eu tinha cinco anos, já fazem dez anos que somos "irmãos"! Embora ambos gostemos de algumas mesmas coisas, como a minha cama e minha mãe, nosso gosto culinário é um tanto diferente: gosto de beber o suco da laranja e você adora ser presenteado com o bagaço; adoro o me...
Comentários
Estou te seguindo.
Beijos Pri.