De onde veio está ideia tão presente de que temos que fazer algo útil a todo o tempo? De que toda brincadeira tem que ser educativa (acredite, não é porque um adulto não preparou a brincadeira que a faz deixar de ser importante), que o bom mesmo é estar aprendendo a todo o tempo? Onde foi parar o tempo de simplesmente fazermos nada? Aquele tempo em que observamos as coisas bobas como a sombra na parede ou o modo como as coisas estão organizadas (ou não)? Precisamos de tempo para nós mesmos, para fazer aquelas pequenas coisas que não terão utilidade para as outras pessoas e não mudará a vida de ninguém; talvez as nossas. Que mal faz relaxar, esquecer tudo o que nos cansa e nos estressa normalmente? Que mal pode nos fazer tentar viver levemente? Sim, não tenha dúvidas, estou defendendo que façamos nada de vez em quando. Fazer nada sozinhos ou com alguém. Observar a estante por observar não é nenhuma loucura.
Se todos soubessem voar, eu ia acabar andando a pé mesmo, já que o medo de altura não me permitiria ficar a mais de 15cm do chão. Iriam haver congestionamentos em vários pontos do céu, já que deitados ocupamos um espaço maior; seriam criadas faixas diferentes para os aviões, pessoas e aves (mas estas sempre invadiriam as outras faixas); depois de muito pesquisar, nós criaríamos faróis que seriam mantidos no ar por máquinas semelhantes a helicópteros. Pensando bem, se todos soubessem voar, não iríamos mais precisar de aviões, nem de pilotos, aeromoças e os outros funcionários que contribuem para que esse enorme pedaço de metal possa voar e nos transportar com segurança e conforto. Seria um enorme problema essa história de todos saberem voar. O desemprego iria aumentar, humanos se chocariam com aves, e ninguém mais iria querer andar quando estivesse fora de casa, exceto aqueles que por medo de altura, jamais iriam querer voar. No fim deste texto, c...
Comentários
Estou te seguindo.
Beijos Pri.