Pular para o conteúdo principal

Postagens

Quero você

    É feriado, me recuso a fazer qualquer um dos trabalhos da faculdade, não aguento mais. Quero você. Ficar do seu lado, poder ouvir sua voz, conversar. Em um dia frio, nada mais perfeito do que eu e você juntos e um bom chocolate quente. Que me importa o esforço dobrado amanhã? Durmo mais tarde, acordo mais cedo, mas hoje quero estar com você. Isabela C. Santos

Sobre a infância

    Não vou dizer que minha infância foi melhor do que a das crianças de hoje em dia. Não vou dizer que o bichinho virtual e o videogame me impediram de brincar de boneca, tomar banho de chuva, de mangueira, brincar de bexiga d'água (e depois ficar com peso na consciência porque em algum lugar do mundo alguém iria querer aquela água que eu estava jogando fora).      Não vou dizer que a televisão me impediu de brincar com caixas de leite enfileiradas que recebiam nomes e se tornavam meus alunos (coitados, levavam tantas broncas da professora impaciente!). Também não direi que deixei de andar de bicicleta (e levar uns bons tombos até aprender), ir no parque, de brincar com areia, brincar no escorregador, na balança, no gira-gira e colocar feijão no algodão porque tinha uma boneca que ria quando eu passava a mão.     A infância, de uns bons tempos pra cá, tem mesmo a cara de ser boa. A pretensão de ser a melhor parte da vida. As crianças de ...

O problema não é o pão de queijo

    E agora, como se não bastasse o medo de altura, ando evitando fazer as contas de quanto gasto com cópias, salgados e pães de queijo. Mas ora, veja bem, isto é perfeitamente compreensível.     Acontece que muitas coisas são tão necessárias quanto as cópias dos textos da faculdade e tão deliciosamente recebidas com alegria quanto os salgados e os pães de queijo do terminal de ônibus. Devo confessar, no entanto, que cedo mais aos pães de queijo do que aos salgados: dez pães de queijo por R$ 1, 50 é alegria para a minha carteira!     E eu passo por lá todos os dias... Se a fila do ônibus está pequena, penso: "vamos comemorar, Isabela! Compremos pão de queijo!" e se a fila está grande: "poxa, que triste, meu bem. Vamos, vamos comprar pão de queijo, pelo menos assim você se distrai na fila." O fato de vender pão de queijo na mesma plataforma do meu ônibus e ser inevitável passar por lá não me ajuda. Mas deixa, deixa que eu faço as contas. Faço a...

Oi, preciso te contar: eu voltei!

    E hoje, após meses desde que "fechei" o blog, eu voltei. Acontece que eu selecionei a opção que permite que apenas eu visualize o blog e fui fazer outras coisas da vida, ler os textos que fazem parte da bibliografia obrigatória do meu curso, por exemplo. Namorar, assistir televisão, conversar com meus irmãos, amigos, olhar o teto, observar a lua com e sem óculos, preocupar-me com o fato de que Marley & Eu me tocou tanto pela razão de que meu cachorro (ah, vocês já leram sobre ele, o Pantufa), já tem bem os seus 14 anos.     Mas sabe, talvez eu tenha ficado com vergonha. A gente muda com o tempo, né? É, eu sei, a gente muda.  De pouco em pouco pequenas coisas vão ficando para trás. Percebi que talvez o que eu escrevi há tempos não me correspondesse mais, ou algo assim. Mas ao mesmo tempo ainda era eu, por isso preservei os textos. Não sei, precisava fechar esse espaço só pra mim. E hoje reabri. Não que eu esteja esperando um número super alto de visi...

Você estraga a minha infelicidade

    - Quer saber de uma coisa? Você estraga a minha infelicidade. É, é isso mesmo. Eu estava muito bem não estando bem, ouvindo músicas tristes e de fundo de poço, olhando para a tela do computador o dia todo mesmo sem internet só para ter para o que olhar. Eu estava muito bem não estando bem. Não preciso que você venha aqui e traga todo esse... sol! Caramba, você parece o sol! Muda as coisas por onde passa, aquece! Não, você não é como o sol, é como um dia ensolarado! Poxa, você já viu um comercial de margarina onde a família perfeita estivesse enfrentando um dia frio? Pois é. Não há sol em momentos tristes.  É possível ignorar tudo o que pode te fazer bem e quer saber? Eu estava fazendo isso de uma forma espetacular! Momentos em família? Deixe-os pra lá! Músicas prediletas? Quem precisa delas! Amigos? Ora, não quero me arrumar, eles têm mais o que fazer! Tudo aquilo que me faz bem? É simples esquecer. Por que você tem que vir aqui me desafiar? Por que não me deixa do ...

Que tal fazer nada?

    De onde veio está ideia tão presente de que temos que fazer algo útil a todo o tempo? De que toda brincadeira tem que ser educativa (acredite, não é porque um adulto não preparou a brincadeira que  a faz deixar de ser importante), que o bom mesmo é estar aprendendo a todo o tempo? Onde foi parar o tempo de simplesmente fazermos nada? Aquele tempo em que observamos as coisas bobas como a sombra na parede ou o modo como as coisas estão organizadas (ou não)? Precisamos de tempo para nós mesmos, para fazer aquelas pequenas coisas que não terão utilidade para as outras pessoas e não mudará a vida de ninguém; talvez as nossas. Que mal faz relaxar, esquecer tudo o que nos cansa e nos estressa normalmente? Que mal pode nos fazer tentar viver levemente? Sim, não tenha dúvidas, estou defendendo que façamos nada de vez em quando. Fazer nada sozinhos ou com alguém. Observar a estante por observar não é nenhuma loucura.

Pare!

     Vamos, vamos lá. Vamos pensar um pouco sobre esse tempo todo que gastamos de um lugar ao outro. Some a hora que você gasta para ir à faculdade e as duas horas necessárias para voltar para o conforto do seu lar. Sim, três horas no ponto de ônibus, no ônibus, no terminal e no ônibus outra vez. Três horas para observar as pessoas, ler textos, ouvir música, conversar com estranhos (ah, isso é muito curioso!), olhar pela janela, pensar no que vai fazer no final de semana, pensar no que vai fazer na próxima semana, pensar no que vai fazer no próximo mês, planejar suas horas de estudos independentes.      Não sei qual dessas coisas  que eu gosto de fazer mais, talvez observar as pessoas. Já reparou naquelas pessoas que sempre estão no mesmo ônibus que você? Na diferença de disposição e humor do horário em que você está indo para o horário que você está voltando? Sempre que volto vejo alguém mal-humorado, tenho certeza de que as filas imensas no termi...