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Um café, uma conversa

    O que vou compartilhar agora é um daqueles momentos especiais que ficam para sempre em nossas memórias por encontrar espaço em nossos corações. Ora, você sabe do que estou falando, não sabe? Pois bem, é simples!

    Eliza estava com sua avó na cozinha: uma pausa em meio a correria, um tempo para conversar, ouvir sobre histórias do passado, conhecer mais sobre aquela com quem sua relação vinha se estreitando nos últimos anos e, claro, tomar um café, afinal Eliza e sua família sempre concordaram que café é uma das coisas boas da vida (uma das lições que o avô de Eliza deixou). Veja bem, essa situação toda já seria bastante especial, pela companhia, pelo moletom que Eliza usava (representando, claro, um dia de folga de tudo o que a estressava), pelo frio do lado de fora, mas as palavras da avó de Eliza fizeram aquele momento ser único, elas conversavam sobre o amor. Falavam sobre casais, falavam sobre a necessidade de estar perto de quem se ama, de sentir o outro. Bom, talvez eu deva fazer uma pequena correção: a avó de Eliza falava, Eliza ouvia atentamente, encantada.

    - Mas é verdade, Eliza! É sim!

    Eliza sorria para a avó que carinhosamente havia colocado a mão sobre a mão de Eliza que estava em cima da mesa, fez uma pausa.

    - Sabe, o amor, ele quer sentir. Quer sentir o ombro, quer sentir o braço... Ele quer sentir. Quer sentir alguma coisa ali no coração...

    Eliza foi surpreendida com a frase de sua avó, tentava memorizá-la, não queria esquecer aquelas palavras, não queria esquecer daquele momento. Mais importante do que aquelas palavras era quem as havia dito. Sua avó havia levantado da cadeira e a deixado na cozinha com o copo (outra lição do avô de Eliza) e a garrafa de café.

Isabela C. Santos

Comentários

Vulgo Emilie disse…
Será que a avó tá caduca? Era o que eu iria pensar...Essa frase do nada, lol
É um modo de interpretar, mas eu não acho! ;)
Anônimo disse…
Eu procuraria assim como ela guardar este momento em minha eternidade. Um tipo de conversa a muito já esquecido, nos dias de hoje acredito que seja mais raro que encontrar uma ossada de dinossauro. Os idosos compreendem melhor este sentimento, pois viveram em uma época que o amor era vivido, terno e mágico. Eliza teve muita sorte, ou estava gravando um comercial de margarina ;)

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