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Ela não sabia como

Ela imaginava que seria como em um filme ou como nos livros. Era desastrada, talvez se encontrassem em um esbarrão, talvez tudo caísse no chão quando ela fosse se levantar de algum banco em algum lugar por aí, quem sabe eles estivessem andando distraídos e batessem suas cabeças, ou até mesmo que ela estivesse perdida e precisasse de informação. Tinha esperança de que eles se encontrassem algum dia, não sabia como. Talvez o como não importasse tanto assim, afinal, não basta a história ser bonita para se sustentar. Giovanna sonhava e sorria, pensava e distraía. Podia ser como nos filmes e nos livros, talvez não.

Um dia ela o encontrou, ninguém os apresentou, ninguém se machucou, ela não precisou disfarçar o olhar porque não o viu se aproximar, não sorriu quando o viu: estranhou. Mas isso ela guardou para si e tiveram uma boa conversa. Uma conversa que desejou que nunca mais acabasse. E quando chegou a hora de ir embora não quis se despedir, preferiu trocar o adeus pelo até logo.
Isabela C. Santos

Comentários

Marina disse…
Acho que todo mundo imagina um inicio de um romance (ou ate uma amizade) no estilo mais clichê de filmes/livros. Bater a cabeça ou tropeçar é um corredor é clássico... mas nunca acontece rsrs

Gostei do final do texto *-*
Também acho! Talvez esses encontros mais desastrados sejam só pra consolar pessoas atrapalhadas! Haha
Fico contente por você ter gostado! *-*
Anônimo disse…
Mas uma vez minha cara, gostei muito do seu texto. Continuo sempre visitando sua página a espera de um novo conto, em muitas coisas acho que somos parecidos e me surpreendi com este, até mesmo um dos nomes que mais gosto vc usou. Eu não te conheci assim, provavelmente não conhecerei a minha futura destes modos, mas é realmente bom podermos imaginar como será o encontro com aquela(e) que mudará nossas vidas para sempre. Parabéns
Sim, enquanto se espera para ver o que e como acontece é muito bom poder imaginar. Quando encontrar... A gente descobre! Haha
Obrigada! Feliz por você continuar visitando! :)

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