Pular para o conteúdo principal

Maria

Maria era só mais uma moça como todas as outras, mas o que Maria não sabia é que todas as outras moças não eram iguais, o que fazia com Maria também não fosse.

Se Maria tinha alguma certeza quanto a sua própria vida era o fato de que era extremamente comum (a começar pelo nome). Do trabalho pra casa, da casa para o trabalho, de volta a casa, logo indo para o trabalho, fim de semana ver os amigos, segunda voltar a tudo isso.

Mas se há algo que Maria não se dava conta a todo momento é que os detalhes a fazia única e se existe alguém que pode tornar uma vida única é o dono da própria vida.

Maria sempre se espreguiçava antes de acordar e quase nunca tomava algo mais do que um leite com café pela manhã, conversava com o gato antes de sair e sempre que entrava em seu carro dizia a si mesma que precisava limpá-lo. Se quiser saber, quando estava na posição de pedestre Maria corria para atravessar a rua (mesmo que o farol estivesse fechado). Dava bom dia aos conhecidos, sorria para as pessoas simpáticas, gostava de linhas e organização. Maria não se importava de deitar no chão, mas morria de medo de avião.

Maria era Maria, nada igual às outras Marias. Mesmo nos momentos mais banais, Maria era, afinal, ela mesma e ninguém mais.

Isabela C. Santos

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O lado ruim do carnaval

Confesso que não sou fã de carnaval e não quero mudar a idéia de ninguém, mas como estou vivendo minha tortura anual... vou compartilhar com vocês o lado ruim do carnaval!

1º Programação na televisão: não sei se na "tv paga" também, mas na aberta a programação fica horrível, só se fala de carnaval, dia e noite. Isso é uma verdadeira tortura pra quem não gosta.

2º Perigo nas ruas: o perigo sempre está por ai, mas no carnaval piora, acredite em mim. Brigam com pessoas por ai por nada, espancam jovens, batendo no corpo e principalmente na cabeça, o que pode deixar seqüelas gravíssimas e até levar a óbito.

3º Desrespeito: muitas pessoas tacam lama nos ônibus com janelas abertas e outros resolvem molhar pedestres por ai, sim, eu sei que fazem isso o ano todo, mas no carnaval piora.

4º Bobos na rua: acho que ninguém gosta de quando te dão aquele susto com "bombinhas" e outras coisas toda hora.

Achei que minha listinha ia ficar maior... ah, lembrei! Não é legal pra mim ficar …

Esta data

Esta data sempre me trará lembranças daquela noite e essas lembranças sempre me trarão a sensação de que foi ontem que tudo aconteceu. Datas têm o poder de nos fazer lembrar e as lembranças nos transportam no tempo. Eu sei, tudo muda, a vida segue. O modo como lidamos com o que sentimos também muda e as emoções que determinadas lembranças nos trazem também. Antes era apenas dor, a dor virou saudade, a saudade virou amor e gratidão. Tem coisa melhor do que sentir amor por alguém? Do que ser grato por ter sido tocado por uma vida? Eu sei, queremos eternizar tudo o que é bom, queremos prender, jamais deixar partir, mas isto não está em nossas mãos e apesar de não podermos segurar em nossas mãos aquilo que não queremos perder, depois de um tempo o que fica é a alegria de poder ao menos ter tido a presença de algo tão importante em nossas vidas.
Isabela C. Santos

8 anos

Em oito anos muita coisa pode mudar: o modo de ver a vida, o modo de falar sobre a vida, os assuntos relevantes, as pessoas importantes, os relacionamentos, o modo como nos colocamos diante dos outros, a visão sobre nós mesmos, o conhecimento que possuímos sobre nossos sentimentos... E isso é só o começo.
Em oito anos podemos passar por muitas reviravoltas, ou simplesmente (com muita luta), seguir nossos planos. Podemos, quase que de repente, dar-nos conta do que queremos para nossas vidas e nos ver em um lugar que jamais sonhamos. Talvez o novo lugar contribua para que mudemos a nossa visão de mundo, force-nos a sair da zona de conforto e quebrar um muro para podermos falar com os outros. Pode ser que "os outros" tornem-se "amigos".
Em oito anos, as reticências podem sumir e dar lugar ao nome do amor da sua vida. Pode ser que, coincidentemente, seja aquele seu amigo de infância. Amigo que antes a timidez não permitia nem mesmo chegar perto. Talvez os planos que u…